12 de jul. de 2012

Nossa música

Não era amor; era vontade, era momento, era brisa suave que dá no rosto e logo passa. Não queria para sempre; queria apenas aquela noite poder olhar nos olhos e aproveitar o que inesperado me reservava. Sabe, não sou fã de contos de fadas e não acredito que o amor verdadeiro um dia vá aparecer em um cavalo branco. Acho que o amor aparece na sua vida todos os dias; em um olhar sincero no metro ou até mesmo no toque de mãos daquele cara bonitinho do seu trabalho. Foi amor, foi momento, passou.

O amor não precisa ser para sempre para existir. Ele existe nas coisas pequenas e corriqueiras... Por isso, não deixem que o amor passe despercebido. Um sorriso de alguém desconhecido, o "bom dia" do atendente da padaria, o "muito obrigada" que você disse quando ele te devolveu o troco, o abraço que você deu em sua mãe pela manhã,  o beijinho de boa noite que você deu em seu pai, a briga que você teve com um amigo... Isso tudo é amor, é fruto do amor, fruto de um coração quente, fruto de um coração que ainda bate.



Músicas de amor duram apenas quatro minutos e ficam em nossas mentes por anos; é isso. Gosto de ouvir músicas, dançar, sonhar, dar piruetas... O botão de repeat é sempre uma opção, mas quem é que gosta de se apegar ao passado? Que venham novas músicas, novos amores, novas danças...
Um dia devo achar a dita música da minha vida, a música que quero usar no meu casamento e dançar a primeira dança. A música que irei escutar com lágrimas nos olhos quando estiver bem velhinha; a música que vai me tocar tão profundamente com suas palavras e promessas que não conseguirei esquecê-la. Mas enquanto ela não vem, que mal tem em dançar o que toca no rádio? Gosto de deixar que o momento decida por mim.

As borboletas no meu estômago reviram a cada nota. Gosto de alimentá-las de esperança, sabe, nunca é demais. Acreditar que um dia pode dar certo é o que me faz acordar todos os dias com um sorriso no rosto. E todos os dias dão certo, acredite. Mesmo quando o mundo desmorona na sua cabeça e todos desacreditam de você; ainda deu certo. Você aprendeu, superou e deixou para trás quem não importava. Não tenham medo de soltar as mãos e deixar pessoas pelo caminho; algumas simplesmente não são fortes o suficiente para aguentar as tempestades que ainda estão por vir. Esqueçam, caminhem sozinhas, se equilibrem, sorriam.

Eu? Eu estou aqui, com o meu bom e velho sorriso. Cantarolando uma música baixinho para lembrar daquele tempo... Não espero nada das pessoas e não aguardo ansiosamente o meu príncipe no cavalo branco. Quero apenas que o momento aconteça, que o destino aja e que a nossa música toque. Vem dançar comigo?

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