Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos.
13 de mai. de 2012
A Fé em Nós
- Com licença.. Eu posso entrar?
- Eu sei que a cada também é minha, mas ela já tem tanto de nós que nem me sinto mais a vontade de chegar assim, sem avisar, sem marcar hora, sem ao menos um prefácio. Não é fácil. Eu só vim buscar umas coisas, não pretendo me demorar, é só o tempo de tomar um café, de separar as xícaras, os discos, os livros... A secretária eletrônica transmite os recados em vozes familiares, substantivos, verbos, sujeitos e predicados, orações mal formuladas. Sinto falta do nosso silêncio a dois. Sinto falta dos adjetivos nas mensagens que ouço, eles devem estar nos meus textos da madrugada. Todos traduzem a fé em nós. Afetos arquivados em passes de computador. Deixaria um lembrete da proxima vez. Salvando nossa fé em disquete. Eu sei que a culpa também é minha, mas ela já tem tanto de nós, que nem me sinto a vontade de partir assim, sem avisar, sem marcar hora, sem ao menos um prefácio... Não é fácil.
- Com licença.. Eu posso ficar?
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