O amor é a alegria em meio ao caos. Amor é deitar morrendo de sono, afastando o mundo inteiro, mas levantar quando o celular treme e você sabe que é uma SMS da pessoa amada. Amor faz o sono passar, faz o sorriso brilhar e se espalhar pelo mundo. O amor um vírus benéfico e sem cura. O amor invade qualquer coração desligado, até aqueles turrões que juram ser mais fechados do que cofres dos cassinos de Las Vegas.
Amor
não é só andar de mãos dadas, mas andar no colo também. Amor é
um conjunto de beijos calorosos e mordidas provocantes. Amor é
abraços apertados e beliscões
irritadiços. É brincar de guerra de travesseiro, empurrar dentro do
mar e implicar com a barriga alheia. Amor é morrer de rir
ironicamente só para irritar o outro. Amor reúne palavras doces e
xingamentos sarcásticos. Amor é namorado, melhor amigo, pai e avô.
Amor
é ter uma cama de casal enorme e acordar espremido no sofá enquanto
via um filme qualquer na TV. Amor é ler o jornal e separar o Segundo
Caderno para ela e a parte dos esportes para ele. Amor é descobrir
que não existe o tempo. Uma hora juntos equivale à um segundo. Já, um
segundo longe é o mesmo do que sete dias sombrios e arrastados. Amor não é
tempo. Pelo contrário,
amor é nem ver o tempo passar.
Amor
é ver que a ligação deu caixa-postal e se preocupar como uma mãe
solteira. Pode ter sido assaltada, sequestrada ou sei lá o quê. Mas
o principal, amor é ter confiança para saber que celular desligado
e traição não possuem nada em comum. Aliás, no dicionário do
amor, traição só aparece na parte "não-amor".
Amor
é jogar video-game, enquanto o outro estuda. Ou estudar juntos. Ou
jogar juntos. Amor é encaixe, como legos perfeitos. Amor é tomar
banho juntos porque acordaram atrasados. Ou simplesmente pelo prazer
de lavar as costas um do outro. Amor é reclamar da barba que irrita
o queixo e dos fios de cabelo que sobrevoam o rosto durante a noite
enquanto tentavam dormir de conchinha.
Quando
o "com quem" é mais importante que o "aonde", é
amor.

